segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Agespisa reduz produção de água devido à turbidez do rio Parnaíba

A produção de água na Estação de Tratamento de Teresina (ETA) foi reduzida em cerca de 30% devido ao alto nível de turbidez do rio Parnaíba, informou, nesta segunda-feira, a Assessoria de Imprensa da companhia. O problema surgiu na noite de sexta-feira, 19, e vem afetando o abastecimento de alguns bairros da capital, especialmente das zonas Sul e Leste.
A turbidez – fenômeno que diminui a transparência da água – se elevou por causa das chuvas registradas na cabeceira do Parnaíba que arrastaram sedimentos para a calha do rio e deixam a água mais turva ou barrenta. Na noite de sábado passado, a turbidez chegou a 850 UTs, quando normalmente não passa de 30 UTs, em média.
Segundo a Agespisa, a produção é reduzida para garantir a qualidade da água distribuída à população, uma vez que a ETA leva mais tempo para tratar a água nessas condições. A turbidez vem caindo desde a manhã deste domingo (21).
A empresa recomenda o uso racional da água nesse período. Para reclamações e sugestões, os moradores podem ligar 0800 086 8888. O serviço funciona 24 horas, inclusive aos feriados. A ligação é gratuita também de telefones celulares.



Alepi rejeita emenda à Constituição que beneficiava auditores fiscais do estado

A Assembleia Legislativa rejeitou em segunda votação, nesta segunda-eira (22), a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que equiparava a remuneração dos auditores fiscais do estado à dos desembargadores. 16 dos 24 deputados presentes à sessão votaram a favor, mas eram necessários 18 votos favoráveis para ser aprovada. Três votaram contra e cinco se abstiveram.

Os deputados Antônio Uchoa (PROS), João Madison (PMDB), Robert Rios (PDT) e Tererê (PSDB) declaram que votariam a favor em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos auditores fiscais. Cícero Magalhães (PT), Fernando Monteiro (PTB) e Rejane Dias (PT) declararam abstenção.

Rejane disse que o PT haveria decidido votar contra, mas resolveu se abster, assinalando que o governador Wellington Dias (PT) pretende encontrar uma solução para o caso, beneficiando os auditores fiscais.

Domingos Bezerra Filho



Servidor ou empregado público não pode se omitir diante de irregularidades

Venina: Não vou desistir
Boa parte dos telespectadores brasileiros deve ter assistido neste domingo (21) à entrevista concedida pela ex-gerente de Abastecimento da Petrobras, Venina Velosa da Fonseca, sobre os desvios de conduta e de recursos públicos registrados na empresa. As declarações, contundentes, deixaram o país estarrecido dada a dimensão das irregularidades que estão sendo investigadas e a responsabilidade dos gestores.

Fala-se em R$ 59 bilhões, um valor extremamente elevado. O quanto se poderia fazer com esse montante! Se qualquer tipo de corrupção é abominável e deve ser punida, imagine tamanha verba saindo pelo ralo da empresa mais importante do país, um patrimônio do povo brasileiro.

A luta pela exploração do petróleo foi extenuante e envolveu a sociedade brasileira. Foi uma luta feroz para que a empresa fosse instituída em 1953, com campanha memorável na mídia reivindicando que “o petróleo é nosso”, frase esta pronunciada pelo presidente Getúlio Vargas quando da descoberta de reservas de petróleo na Bahia. A frase, segundo historiadores, foi cunhada pelo professor Otacílio Raínho, do Rio de Janeiro.

Diante de tanta luta e tanto progresso, a empresa deve ser agora passar por uma profilaxia para evitar o aprofundamento da doença que a acometeu, uma doença crônica presente no corpo e na alma da política brasileira: a corrupção.

Com relação à atitude de Venina e sua convocação aos empregados da Petrobras, é importante alertar que o servidor público ou empregado público deve denunciar os desvios de que tenha conhecimento em sua repartição. Não é deduração. É o cumprimento de sua responsabilidade legal como empregado ou servidor, é o cumprimento de sua responsabilidade civil, é uma atitude que deve merecer o apoio da opinião pública.

Corajosa, sem dúvida, Venina vai sofrer muita perseguição. Deve ter cuidado com sua segurança física e deus seus familiares. A vida individual é dela, mas o petróleo é nosso. A Petrobras, empresa de economia mista que tem a União como maior acionista, é nossa e não de um grupo usurpadores e saqueadores do dinheiro público.

Que o exemplo de Venina Velosa seja seguido pelo resto do País.

Domingos Bezerra Filho

Editorial do Jornal da Teresina de 2.12.14








sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A federalização do ensino público, a tese de Cristovam Buarque

Cristovam Buarque: federalização do ensino
O senador Cristovam Buarque, do PDT do Distrito Federal, vem defendendo há algum tempo a federalização das escolas públicas para que o ensino e a educação possam adquirir mais qualidade, ou, pelo menos, a qualidade de que o país carece para oferecer energia ao seu desenvolvimento.

Não apenas ao desenvolvimento econômico, mas ao desenvolvimento socioeconômico, ao desenvolvimento sustentável. Ou seja, o desenvolvimento de cada indivíduo, das cidades, dos estados, do país, com o aproveitamento responsável dos recursos naturais, preservando a natureza para as gerações futuras.

Cristovam Buarque já pronunciou vários discursos no plenário do Senado para defender a idéia. Ele quer que exemplos semelhantes ao da escola de nível médio Augustinho Brandão, em Cocal do Alves, na região de Parnaíba, sejam espalhados pelo Brasil.

Em um dos pronunciamentos, disse o seguinte: “Há muitas prefeituras hoje no Brasil que não podem pagar um salário minimamente decente. Mas nenhuma pode pagar um salário decente sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal”. Ele argumentou que só vê uma maneira: “Usar recursos nacionais, com recursos federais. Se não for assim, a escola Agostinho Brandão não será repetida no estado do Piauí inteiro”, disse.

Segundo depoimento de uma professora que emocionou o senador, todos os alunos da escola que disputaram uma universidade de qualidade conseguiram aprovação.

Cristovam Buarque falou que “só com recursos e força do governo federal, só com a adoção das escolas pelo governo federal é que a gente vai poder fazer com que todas elas tenham a qualidade da Escola Augustinho Brandão”.

Esta é a ideia.

Editorial do Jornal da Teresina 2ª Edição de 19.12.114








Falsos mototaxistas tentam assaltar loja na Jockey Club

Dois homens que andavam em um veículo caracterizado como mototaxi tentaram assaltar a loja da Fil a Fil da avenida Jockey Club por volta 15h desta sexta-feira. O assalto só não se consumou porque as empregadas da loja não abriram a porta.

Na tentativa de entrar na loja, um dos homens pressionou a porta de vidro e, como ela não abriu, bateram sem obter êxito. As empregadas haviam travado a porta do estabelecimento e não atenderam à ação suspeita. O suspeito seguiu, então, para a loja vizinha, uma esmalteria, com o mesmo objetivo, onde também não logrou resultado.

As empregadas acionaram a polícia por intermédio de aparelhos celulares e de outros recursos tecnológicos, como o watsApp. O reforço policial chegou cerca de 20 a 25 minutos depois.

O homem que tentou chegar ao interior do estabelecimento trajava uma jaqueta preta. O outro ficou esperando, sentado na motocicleta. Instantes depois a dupla foi embora, com destino ignorado.

O dono da loja, empresário Lamartine da Fonseca Cavalcante, que não estava no momento da tentativa de assalto, disse que no ano passado a loja foi invadida um mês depois de ser aberta, em setembro, em um domingo. Ele alerta que o índice de assaltos na zona Leste está muito grande.

Os dois policiais que atenderam à tentativa de assalto receberam comunicado de nova ocorrência e deixaram o local.

A Teresina FM preserva os nomes das duas trabalhadoras porque elas não quiseram se identificar para o público.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A difícil arte de recomeçar


Recomeçar não é fácil, mas é necessário. No dia-a-dia, enfrentamos várias batalhas. Batalhas em defesa da própria vida, em defesa da sobrevivência, em defesa dos nossos princípios, em defesa de nossas ideias, em defesa de nosso emprego, em defesa de nosso estado, em defesa de nossa Pátria.

Nas nossas batalhas diárias lutamos em defesa de nossas famílias, em defesa de nossos filhos. A defesa dos filhos é uma característica até da ação dos animais irracionais. Chegue perto de uma onça recém-parida para ver o que acontece!!!! Uma inofensiva galinha caseira avança contra a pessoa quando esta ameaça algum ato contra seus filhotes.

No nosso dia-a-dia, somos derrotados em muitas de nossas batalhas. Aí é preciso saber recomeçar. Recomeçar é, ao mesmo tempo, uma arte e uma ciência. Não uma arte na conceituação, na concepção da cultura livresca. Uma arte porque é fruto da criatividade, da experiência, da vontade, da luta. E fazer arte é lutar sempre.

Recomeçar é uma ciência. Não uma ciência no sentido estrito, mas no sentido lato, porque permite interpretações, subjetivações, entendimentos diversos conforme os conhecimentos, a experiência individual, a relativa observação pessoal etc.

Sendo recomeçar uma arte e uma ciência, é preciso saber recomeçar. Mas para saber recomeçar é preciso adquirir experiência, tentar, ir em frente, ir à luta. Assim como vamos à luta diariamente neste estado pobre, que tentamos em tornar rico, sem o sofrimento nosso de cada dia em decorrência das mazelas históricas que herdamos de nossos antepassados e incentivamos nos nossos contemporâneos.

É preciso recomeçar todo dia, como se cada dia - como o é na realidade – jamais tivesse existido. Todavia, as experiências do ontem devem ser avaliadas para delas tirarmos os melhores ensinamentos, tais quais aqueles que nos transmitem nossos pais e mães.

Recomeçar é levantar a cabeça diante da derrota e do sofrimento, mesmo com medo de errar. Este, o medo, é natural, mas não devemos nos conceder o direito de permanecermos no medo. Precisamos, ao cair, levantar, arrostando as maiores dificuldades porque só os que enfrentam as adversidades conquistam a vitória.

Mas o que tem a ver essa filosofia com a nossa realidade? A filosofia é parte integrante do nosso dia-a-dia. Ajuda a construir o nosso dia-a-dia.

E como o Piauí vive caindo pelas tabelas carecemos levantar os nossos pensamentos, as nossas pernas, os nossos braços e lutar, lutar sempre. Jamais desesperar.

Os fortes não se desesperam, pois sabem que há sempre um amanhã.

Editorial do Jornal da Teresina 2ª Edição de 18.12.14








Contrato com Agespisa está por um fio

Agespisa não cumprindo contrato firmado com a prefeitura
O prefeito Firmino Filho disse, em entrevista ao Jornal da Teresina 2ª Edição desta quinta-feira (18), que o contrato com a Agespisa para a prestação de serviços de água e esgoto está por um fio porque a empresa não cumpriu as cláusulas.

A Agespisa vem passando por sérios problemas de gestão em decorrência da crise financeira que a atingiu há, pelo menos, 20 anos, e este é o motivo do não cumprimento a contento do contrato firmado com a prefeitura, desagradando a população quanto à produção e fornecimento de água.

Várias regiões da cidade reclamam dos serviços oferecidos pela Agespisa. A direção da empresa, contudo, afirma que com a construção de novas estações de tratamento o fornecimento de água vai melhorar.

A região da Santa Maria da Codipi, na zona Norte, cresceu extraordinariamente nos últimos dez anos. Na região, vários conjuntos habitacionais foram construídos, aumentando a demanda por água. Uma estação de tratamento deve ser entregue no começo de 2015.




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