quarta-feira, 23 de abril de 2014

Empresário quer que vice-presidente resolva crise de energia no Piauí



O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Teresina (Sinduscon), André Baia, visitou, na manhã desta quarta-feira (23), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocle Filho. 

Baia solicitou ao presidente da Casa que agendasse uma reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer, para tratar da crise no fornecimento de energia no Piauí. 

“Como cidadão piauiense, o vice-presidente Michel Temer pode intermediar uma reunião com o Ministério das Minas e Energia e com a presidente Dilma Rousseff para resolver definitivamente a crise no abastecimento de energia, uma atitude efetiva da Eletrobras-PI para solucionar o problema”, argumentou André Baia.

Themístocle Filho garantiu já contatou o gabinete da Vice-Presidência, em Brasília, solicitando o agendamento da reunião.



terça-feira, 22 de abril de 2014

Planejamento e organização são caminhos para o êxito na administração



A Polícia Rodoviária Federal divulgou balanço da Operação Semana Santa que apresenta considerável queda no número de acidentes: nada menos do que 39% em relação ao mesmo período do ano passado. E olhe que este ano foi um dia a mais com o feriado de 21 de abril, consagrado a Tiradentes.

Segundo o inspetor Alexandre Cruz, foram contabilizados 22 acidentes, nos quais 13 pessoas saíram feridas e uma morreu. Em 2013 foram registrados 36 acidentes, com 19 feridos.

Fazemos o registro para contribuir na reflexão sobre as causas da redução. Um inspetor da Polícia Rodoviária Federal atribuiu ao planejamento das ações, à organização do trabalho, ao esforço de conscientização de quem usou as rodovias nesse período, à distribuição mais efetiva do contingente da PRF, à cobrança mais dura efetuada sobre os motoristas, inclusive com multas para os infratores das leis do trânsito.

Acreditamos que esse resultado positivo tem a ver com tudo isso e até mais alguma coisa que a memória não nos traz no momento.

O que queremos ressaltar é exatamente isso: a organização do trabalho, o planejamento. Qualquer trabalho efetivamente organizado surte efeito positivo. Por isso é preciso que nós, piauienses, nos acostumemos à organização de tarefas, ao planejamento de ações e metas em todos e quaisquer setores.

O estudante desorganizado, que sequer põe ordem em sua mesa de trabalho, fatalmente terá prejuízo nos seus estudos. Assim também ocorre com o gestor. Quando este é desorganizado ou sem o mínimo de conhecimento de fatores básicos da organização do trabalho, seu esforço tende a ser infrutífero.

É assim na saúde, na segurança pública, na educação. É assim até na administração doméstica. Aprendamos para mudar a nossa história.

Editorial do Jornal do Meio-Dia de 22.04.14 (Teresina FM)






quarta-feira, 16 de abril de 2014

Domingos Bezerra: Ouvir o povo é obrigação das autoridades

Domingos Bezerra: Ouvir o povo é obrigação das autoridades: O deputado federal Marcelo Castro (PMDB) e o ex-prefeito Silvio Mendes (PSDB), candidatos a governador e vice na chapa governista, estã...

Ouvir o povo é obrigação das autoridades



O deputado federal Marcelo Castro (PMDB) e o ex-prefeito Silvio Mendes (PSDB), candidatos a governador e vice na chapa governista, estão encerrando a maratona pelo interior do estado com vistas a formatar um plano de governo para os próximos quatro anos.

A dupla reúne lideranças comunitárias e políticas, jovens e adultos, pais e mães de famílias, ouvindo suas opiniões e sugestões para a confecção desse plano de atuação.

O governo do Estado, na gestão de Wilson Martins, contratou uma empresa de consultoria política e empresarial para elaborar o Plano de Desenvolvimento Econômico Sustentável, entregue pelo hoje ex-governador antes de deixar o cargo para disputar a única vaga a ser aberta no próximo ano no Senado Federal. Vários encontros, captando a opinião da sociedade civil, foram realizados.

As iniciativas são louváveis porque o destinatário dos serviços e obras públicas devem ser ouvidos. O destinatário é a população, cuja boa parcela tomou ruas e avenidas desse país de contrastes para exigir mudanças em vários setores, a partir do valor das tarifas de ônibus, o primeiro motivo das manifestações.

O país precisa de mudanças urgentes. Ninguém agüenta mais a crescente onda de violência em todos os estados. A população exige mudança urgente na administração pública federal, estaduais e municipais, com o fim - todos sabemos de rara possibilidade - da corrupção. A população clama por uma escola de melhor qualidade que leve em conta os interesses e a vida emocional, psicológica, social e econômica do alunado. A população exige uma saúde pública que respeite os direitos sociais consignados na Constituição da República.

Em todos os setores da atividade econômica, política, administrativa do país a necessidade de mudanças é premente. No Piauí, um estado pobre, o segundo mais pobre da federação, as carências são gritantes.

Ouvir a população, portanto, nada mais é do que obrigação de quem pretende ter um mínimo de responsabilidade sociopolítica ao administrar a coisa pública. Administrar a coisa pública para quem precisa dela, o povo, a população, não para um grupo de apaninguados e familiares.

Domingos Bezerra Filho


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Quem vai pagar pela morte do idoso no HUT?



Dizem que a morte sempre procura uma desculpa. Levando-se em consideração essa afirmação já inscrita na cultura popular, vão dizer que o paciente do HUT identificado como Milton Sérvulo Machado, que morreu na noite desta terça-feira (7) após ser atendido no chão daquela casa de saúde, faleceu porque chegou o dia dele.

Milton Sérvulo deu entrada no hospital com insuficiência respiratória. Após ser atendido no chão, deitado sobre um lençol, o paciente foi transferido para o setor de emergência. Mesmo com os esforços desenvolvidos pelos servidores que o atenderam, o homem morreu.

A imagem do idoso correu o país, nas redes sociais e na televisão. Algumas pessoas que estavam no hospital acompanhando parentes informaram que outras mortes lá também já se registraram por causa da precariedade no atendimento. A direção do hospital reconhece a carência na prestação dos serviços e a excessiva demanda. O hospital atende a cerca de duas ou três vezes mais a sua capacidade.

Várias sugestões, várias idéias, várias propostas vêm sendo feitas. As mais divulgadas referem-se a aluguel de leitos de hospitais e clínicas privadas e a utilização do Hospital Getúlio Vargas (HGV) nos atendimentos de emergência.

A verdade que não quer calar é esta: a saúde pública não tem sido prioridade. Atendem-se às pessoas pobres como se tratasse de animais irracionais, no chute ou no chicote.

Há décadas esse problema vem se repetindo. Não há vagas. Não havia no HGV nos anos 70, 80, 90 do século passado. Não há vagas no HUT. Enquanto isso, os hospitais regionais da cidade e do interior também não realizam a contento os seus serviços por absoluta falta de capacidade operacional, de investimento em sua melhoria técnica, tecnológica, científica e nos recursos humanos.

Quem vai pagar pela morte desse idoso e de outros sobre os quais não temos informação?

A saúde é um direito social. Neste caso, a família prejudicada pode acionar a justiça, não para repor o dano, o que é impossível, mas para pelo menos usufruir do direito de  reclamar, de protestar, de clamar por justiça.

Até quando vão matar inocentes nos hospitais públicos?

Editorial do Jornal do Meio-Dia (Teresina FM) de 10.03.14



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Domingos Bezerra: Planejamento para o desenvolvimento econômico sust...

Domingos Bezerra: Planejamento para o desenvolvimento econômico sust...: Discutimos hoje o desenvolvimento econômico sustentável do Piauí. O governo do Estado divulgou na manhã desta quarta-feira o Plano de Desen...

Planejamento para o desenvolvimento econômico sustentável

Discutimos hoje o desenvolvimento econômico sustentável do Piauí. O governo do Estado divulgou na manhã desta quarta-feira o Plano de Desenvolvimento Econômico Sustentável (PDES) sobre o qual nos deteremos em outra ocasião.
Política
A ideia de desenvolvimento sustentável surgiu na década de 70 do século passado, salvo engano durante a Eco-92. O tema virou um grande desafio para os governantes, empresas e população.

Ele está intimamente ligado aos cuidados que devemos ter na construção do desenvolvimento econômico, garantindo a conservação dos recursos naturais, de forma a que não apenas nós, no atual momento, possamos sobreviver dignamente em comunhão com a natureza, mas também os nossos descendentes.

Significa que devemos utilizar racionalmente os recursos naturais. Para tanto, precisamos de “medidas concretas para garantir a equidade social e a manutenção dos recursos para geração presente e futura”.

População, empresas e governos devem adotar ações sustentáveis, ou seja, medidas que preservem a água, evitem o desperdício de energia elétrica e destinem corretamente os resíduos sólidos, além de outros pontos der importância.

O desenvolvimento econômico é resultado de ações planejadas para curto, médio e longo prazo. Assim está propondo o governo do Estado com a divulgação do Plano de Desenvolvimento Econômico Sustentável, para cuja confecção ouviu-se a sociedade civil em vários municípios.

Desenvolvimento econômico não é unicamente progresso material e econômico. O desenvolvimento econômico deve beneficiar todos os cidadãos, em todas as áreas, do lazer ao trabalho.

Não somente pequenos grupos, ou empresas, ou famílias, mas principalmente no atendimento das necessidades dos mais humildes, as carências dos sem tetos, sem camisa, sem sandálias, sem saúde, sem educação.

Voltaremos ao assunto

Editorial do Jornal do Meio-Dia de 02.03.14, na Teresina FM