O
Brasil aprendeu com um menino de aproximadamente 12 anos de idade, nesta
segunda-feira, por intermédio de reportagem inserida em uma emissora de
televisão, que a melhor forma de manifestação de rebeldia contra o sistema é o
estudo.
O
garoto impressionou com a tirada filosófica que pode ter aprendido durante a
experiência adquirida no trabalho desenvolvido por uma ONG que ajuda meninos e
meninas da periferia de São Paulo a acessar o conhecimento, incentivando-os por
intermédio de ações que envolvem esporte, estudo, leitura, arte etc.
Na
Internet, frase de anônimo diz o seguinte: “Quando você nasce pobre, o maior
ato de rebeldia contra o sistema é você ser estudioso”. O menino, cujo nome não
anotei, aprendeu bem a lição ou mesmo descobriu por esforço próprio ser este o
caminho para insurgir-se contra o sistema.
O
sistema que nos impõe condutas, nos obriga a seguir regras ditadas pelos
poderosos de plantão. O sistema que estabelece valores no sentido de organizar
a sociedade geralmente de acordo com o interesse da maioria. O sistema que
busca a integração de posturas, condutas, leis, costumes etc etc etc.
Voltemos
ao menino. A filosofia por ele socializada na manhã desta segunda-feira fere
frontalmente a ação daqueles que, enraivecidos e achando-se injustiçados,
revoltam-se contra o sistema, pensando derrotá-lo com a violência perpetrada
contra os cidadãos, os trabalhadores, as crianças, as donas de casas, os pais
de famílias.
Perdem.
O sistema é poderoso e atrai a todos. Correto é estudar, queimar as pestanas,
varar as madrugadas com a cara nos livros para, aí sim, contribuir na mudança
do mundo, vencendo o atual e injusto sistema introdutor de poder mal
distribuído porque restrito a pequenos grupos sociais.
Para
os pobres, fica filosofia juvenil de que a alternativa contra o sistema é o
estudo. Com este, o estudo, mudamos não só as nossas condutas, mas as condições
de trafegabilidade das vias públicas, a acessibilidade e mobilidade não só
geográfica, mas socioeconômica das pessoas, a performance do aparelho da
segurança pública, dos equipamentos sociais construídos com o dinheiro do povo,
das escolas públicas e privadas, das nossas casas legislativas, enfim, dos
poderes constituídos nos três níveis de Estado e nas várias esferas da
administração da coisa pública.
Vale
a pena refletir.
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