quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Grutepe retoma montagem de A República dos Desvalidos


O Grutepe (Grupo de Teatro Pesquisa) apresenta nos dias 30, 31 e primeiro de fevereiro, às 20h, no Tehatro 4 de Setembro, a comédia musical A República dos Desvalidos, de José Afonso de Araújo Lima e Aurélio Melo.

Originalmente, com o nome de Itararé – A República dos Desvalidos -, a peça era uma sátira ao Sistema Nacional de Habitação (SFH) em vigor durante muito tempo durante os governos militares. A nova montagem recebeu adaptações, mas ainda satiriza os planos de construção de habitações populares, remetendo para a falta de condições de moradias dignas nas periferias das cidades brasileiras. O trabalho recebeu premiações e teve apresentações em vários estados.

A República dos Desvalidos é uma comédia musical com textos em prosa e em poesia de Afonso Lima e melodias do maestro Aurélio Melo, direção de Arimatan Martins, elenco formado por Lari Sales, Vera Leite, Bid Lima, Edite Rosa, Fábio Costa, Eliomar Filho, Marcel Julian, direção musical de Aurélio Melo e coordenação geral de Afonso Lima.

A montagem tem apoio da lei de incentivo à cultura no Piauí, Fundac, Governo do Estado, Prefeitura de Teresina, Armazém Paraíba, Sindilojas e Sindicato dos Artistas e Técnicos dos Espetáculos de diversão do Piauí.




Afonso Lima e Patrícia Melo ganham homenagem no Café Literário

Afonso Lima (ao microfone) agradece a homenagem
O dramaturgo e poeta Afonso Lima foi homenageado, nesta quarta-feira (14), no primeiro Café Literário do ano promovido pela revista Revestrés, Livraria Anchieta e Café Show. O evento também homenageou a escritora paulista Patrícia Melo, uma grande revelação da literatura brasileira.

O escritor, que é também advogado e licenciado em História, veio de Goiânia (GO), onde mora, para a apresentação da comédia musical A República dos Desvalidos e a homenagem. O espetáculo será apresentado nos dias 30, 31 de janeiro e primeiro de fevereiro, às 20h, no Theatro 4 de Setembro.

Sobre a homenagem, Afonso Lima disse que não tinha “palavras para agradecer. Fiquei muito emocionado e grato aos organizadores, professores Wellington Soares e Jasmine Malta, e aos amigos que vierem prestigiar o evento”.

Durante a homenagem, que contou com a participação da cantora Soraia Castelo Branco, poetas e convidados declamaram textos de Afonso Lima e Patrícia Melo.

Afonso Lima é natural de Campo Maior (PI)) e autor de Opressão (poemas – 1977), A Guerra dos Cupins (teatro), Itararé – A República dos Desvalidos (teatro) , Aviso Prévio (poemas, como co-autor) e A Cidade em Chamas (poema épico), além de outros textos e poemas inéditos. Desempenhou a função de artista – como ator, diretor, dramaturgo, compositor e escritor -, agente, administrador e dirigente da cena cultural piauiense.

Patrícia Melo é uma das maiores revelações da moderna ficção brasileira, ganhadora do Prêmio Jabuti de Literatura com o livro Inferno. É também autora teatral (peça Duas Mulheres e um Cadáver), roteirista de cinema e autora de Matador, Acqua Toffana, Elogio da Mentira, Valsa Negra, Ladrão de Cadáveres e Escrevendo no Escuro.

O evento é promovido uma vez por mês na sede livraria, situada na avenida Nossa Senhora de Fátima, bairro de Fátima, zona Leste de Teresina.




A liberdade de expressão não dá direito ao insulto

 
Papa: um dos maiores peregrinos da história
Após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, líderes mundiais de várias culturas e conhecimento jurídico definiram um estatuto intitulado Declaração Universal dos Direitos Humanos, através da qual os países signatários se comprometeram a garantir esses direitos, dentre os quais educação e ensino, com o objetivo de criar um ambiente de paz no mundo.

A Declaração foi proclamada como “o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição”.

O Artigo 1° declara que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.
O documento garante, assim, logo no início, o direito à manifestação livre do pensamento, o que também prevêm as constituições democráticas ao redor do mundo.

Nesta quinta-feira (15), o Papa Francisco, um dos mais peregrinos líderes religiosos da história, condenou os assassinatos cometidos em nome de Deus e afirmou que “a liberdade de expressão não dá o direito de ‘insultar’ o próximo”. O pontífice referiu-se ao ataque, ocorrido na semana passada, contra a revista francesa satírica Charlie Hebdo, quando 12 pessoas foram mortas.

O ataque aos jornalistas tem origem nas charges do profeta Maomé, considerado o enviado de Deus pelos muçulmanos. Estes qualificam como ofensivas as reproduções gráficas e os desenhos de Maomé.

Francisco defendeu que a liberdade de expressão e de religião "são direitos humanos fundamentais". "Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender", declarou.

Editorial do Jornal da Teresina de 15.01.15

Domingos Bezerra Filho


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

De que o Piauí precisa?

De que o Piauí precisa para sair do atoleiro em que figura há séculos? Aliás, o Brasil, um país em desenvolvimento econômico, ainda sobrevive em vários atoleiros.

Precisamos circular na região urbana com satisfação, tranqüilidade, segurança, o que não ocorre.
Precisamos de segurança econômico-financeira.

Precisamos de mais educação, mais escolas, mais bibliotecas públicas espalhadas pelos municípios. Aliás, cabe a pergunta: qual cidade do interior conta com biblioteca pública? Quem souber, por favor, nos informe.

Carecemos de ações que nos impulsionem, ou seja, que elevem o estado a uma melhor condição de desenvolvimento sustentável, para que possamos produzir riqueza sem comprometer as gerações futuras.

Todo estado pobre como o Piauí carece de ações no setor social. Todavia, se não forem adotadas medidas infraestruturais, mexendo profundamente com a educação, a tecnologia, a inovação etc, não cresceremos, não produziremos. Ficaremos parados.

Precisamos do dinheiro federal, que é do povo, para socorrer a saúde de Teresina e do interior do estado.

Reconheçamos, todavia, que muita coisa melhorou nos últimos anos, mas é pouco para a dívida que os governos federal, estadual e as prefeituras têm para com o nosso povo.

Domingos Bezerra Filho

Editorial do Jornal da Teresina 2ª Edição de 13.01.14






segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A difícil arte de recomeçar

Recomeçar não é fácil, mas é necessário. No dia-a-dia, enfrentamos várias batalhas. Batalhas em defesa da própria vida, em defesa da sobrevivência, em defesa dos nossos princípios, em defesa de nossas ideias, em defesa de nosso emprego, em defesa de nosso estado, em defesa de nossa Pátria.

Nas nossas batalhas diárias lutamos em defesa de nossas famílias, em defesa de nossos filhos. A defesa dos filhos é uma característica até da ação dos animais irracionais. Chegue perto de uma onça recém-parida para ver o que acontece!!!! Uma inofensiva galinha caseira avança contra a pessoa quando esta ameaça algum ato contra seus filhotes.

No nosso dia-a-dia, somos derrotados em muitas de nossas batalhas. Aí é preciso saber recomeçar. Recomeçar é, ao mesmo tempo, uma arte e uma ciência. Não uma arte na conceituação, na concepção da cultura livresca. Uma arte porque é fruto da criatividade, da experiência, da vontade, da luta. E fazer arte é lutar sempre.

Recomeçar é uma ciência. Não uma ciência no sentido estrito, mas no sentido lato, porque permite interpretações, subjetivações, entendimentos diversos conforme os conhecimentos, a experiência individual, a relativa observação pessoal etc.

Sendo recomeçar uma arte e uma ciência, é preciso saber recomeçar. Mas para saber recomeçar é preciso adquirir experiência, tentar, ir em frente, ir à luta. Assim como vamos à luta diariamente neste estado pobre, que tentamos em tornar rico, sem o sofrimento nosso de cada dia em decorrência das mazelas históricas que herdamos de nossos antepassados e incentivamos nos nossos contemporâneos.

É preciso recomeçar todo dia, como se cada dia - como o é na realidade – jamais tivesse existido. Todavia, as experiências do ontem devem ser avaliadas para delas tirarmos os melhores ensinamentos, tais quais aqueles que nos transmitem nossos pais e mães.

Recomeçar é levantar a cabeça diante da derrota e do sofrimento, mesmo com medo de errar. Este, o medo, é natural, mas não devemos nos conceder o direito de permanecermos no medo. Precisamos, ao cair, levantar, arrostando as maiores dificuldades porque só os que enfrentam as adversidades conquistam a vitória.

Mas o que tem a ver essa filosofia com a nossa realidade? A filosofia é parte integrante do nosso dia-a-dia. Ajuda a construir o nosso dia-a-dia.

E como o Piauí vive caindo pelas tabelas carecemos levantar os nossos pensamentos, as nossas pernas, os nossos braços e lutar, lutar sempre. Jamais desesperar.

Os fortes não se desesperam, pois sabem que há sempre um amanhã.

Esta é a primeira mensagem de Ano Novo.

Domingos Bezerra Filho

Editorial do Jornal da Teresina 2ª Edição de 05.01.2014




Fábio Abreu apresenta plano emergencial e pede reforço da Força Nacional em Brasília

O futuro secretário da Segurança Estadual da Segurança Pública, capitão e deputado federal eleito Fábio Abreu, informou, nesta segunda-feira (5), que vai solicitar o reforço de 120 homens da Força Nacional ao Ministério da Justiça para garantir segurança à população piauiense.

O pedido será oficializado nesta quarta-feira, em Brasília, quando Fábio Abreu se reunirá com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e apresentará o plano emergencial para o setor.

Durante o discurso de transmissão do cargo, dia primeiro, no Palácio de Karnak, o governador Wellington Dias anunciou a decretação da emergência nas Secretarias da Segurança, Justiça, Educação, Saúde, Administração, Polícia Militar, Corpo de Bombeiro, Agespisa e Previdência Social (Iapep).

Os decretos de emergência, com prazo de 90 dias, possibilitam ações emergenciais para a gestão pública facilitando a contratação de serviços e a realização de obras, inclusive sem licitação. A Segurança Pública, em caos financeiro e administrativo, pode, então pedir reforço nacional.




Uninovafapi retoma cursos de férias este mês

A Uninovafapi retoma, este mês, os cursos de férias que são considerados tradicionais no início de cada ano. O coordenador dos treinamentos, professor Sávio Normando, disse que serão oferecidos 54 cursos de curta duração para profissionais de vários níveis. “Há cursos que podem ser feitos por qualquer pessoa ou profissional de qualquer área”, acrescentou.

Como exemplo dos cursos, Sávio Normando citou o de Comunicação Eficaz e Oratória, que pode ser feito por qualquer profissional. O curso será ministrado pelo advogado e professor Carlos Seabra no período de 26 a 29 deste mês, no horário das 18h30 às 21h30.

Seabra disse que a comunicação é fundamental no convívio humano. “Qualquer pessoa, profissional ou não, dona de casa, motorista, professor, jornalista, garçom, deve saber se comunicar bem. Através da comunicação eficaz, a pessoa vende mais, se relaciona melhor, faz amizade. Quem se comunica mal, encontra problemas”, ensinou o professor.

Carlos Seabra qualificou o Papa Francisco como um dos maiores comunicadores da história mundial e justificou: “O Papa Francisco, através da comunicação, ajudou a fazer o reatamento de relações entre Estados Unidos e Cuba. Este é só um exemplo da sua atuação pelo mundo. Onde ele anda, sensibiliza com sua palavra”, testemunhou.