sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Alunos da Escola Viva visitam Teresina FM


Cerca de 16 alunos da Escola Viva, localizada no bairro Ilhotas, zona Sul, visitaram a Teresina FM na tarde desta sexta-feira (29). Recebidas pelos funcionários da emissora, os alunos, especiais, ouviram explicações sobre o funcionamento da Teresina FM, que tem esmero na qualidade da programação musical e informativa.
 Os alunos estavam acompanhados das professoras Maria do Carmo Rodrigues, Valdirene Araújo e Francisca Lira. Eles conversaram com os jornalistas Marlene Magalhães, Drica Veras e Domingos Bezerra. Os jovens também pousaram para fotos.
 A Escola Viva funciona nos turnos manhã e tarde, no atendimento a alunos especiais. A metodologia pedagógica inclui aulas-passeio como a realizada na tarde de sexta-feira. Uma das idealizadoras das aulas-passeio foi a aluna Naira Carolina.
 Dirigida, pela professora Sheila Aguiar, a Escola Viva mantém convênio com o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) para a realização dos cursos de pizzaiollo, atendimento em lanchonete e recepcionista.




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Teresina FM realiza debate com candidatos ao Senado

A Teresina FM (91,9) está realizando debate com os candidatos ao Senado filiados aos partidos que têm representação no Congresso Nacional.

Audir Nunes (PCB), Gustavo Henrique (PSC), Elmano Férrer (PTB) e Wilson Martins (PSB) debatem quatro temas: reformas política e tributária, desigualdades regionais e autonomia do Poder Legislativo.

O debate está sendo mediado pelo jornalista Bartolomeu Almeida, apresentador do Jornal da Teresina 2ª Edição, levado ao ar de segunda a sexta-feira, das 12h às 14h.



O que os candidatos dizem e o que o povo quer ouvir?


A campanha no rádio e na televisão começou segunda-feira da semana passada. Sete candidatos disputam o governo do Estado nas eleições de outubro.

O Piauí e Teresina têm problemas de mais e soluções de menos. Problemas que afetam a população no dia-a-dia, como os da saúde, da educação, da segurança pública, estes, os mais recorrentes.

Temos informações de que medidas emergenciais adotadas recentemente reduziram o sufoco no atendimento do HUT (Hospital de Urgência de Teresina Zenon Rocha). Medidas emergenciais não solucionam o problema, cuja origem percorre várias causas, mas a principal é a falta de recursos financeiros, de recursos humanos e operacionais.

Há outros que, contudo, serão mais visíveis em um futuro próximo – e agora já se anunciam – como os de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, meio ambiente.

No meio da comunidade eleitoral, os programas de tevê e rádio ainda não empolgaram, embora em alguns momentos o nível evolua para desafios e acusações mais contundentes. As promessas já fazem parte do discurso.

O eleitor, eleição após eleição, ouve propostas para o desenvolvimento do estado, ou, pelo menos, para a melhoria das condições de vida. Os planos - não elaborados efetivamente com datas, metas, previsões de desvios, de imprevistos, etc, etc, etc – são, em sua maioria, esquecidos ou deixados ao reboque do tempo para execução por outros governantes.

O que o piauiense quer dos candidatos? Dos futuros governantes, dos pretensos legisladores, daqui e do Planalto Central? Os organizadores de suas campanhas procuram ouvir as aspirações da população, debruçaram-se sobre pesquisas para analisar os dados estatísticos elaborados por institutos credíveis?

Sabemos quais são as nossas carências: o caos na saúde, na segurança pública, a ineficiência e ineficácia na educação, o descaso para com o meio ambiente, o abandono da família, do cidadão trabalhador, do jovem, do idoso, enfim, o abandono da população, não total, é claro.

Mas tal abandono - ou desvio de conduta - quebra o ritmo natural da vida e nos retira o direito a uma vida cidadã, à vida verdadeira na qual todos sejamos sujeitos e objetos de nossas ações e de nosso futuro.

Domingos Bezerra Filho







quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A mãe, a criança, a praça, o louco, os livros

Drummond (Foto: páginadoenock)



Dizem que toda crônica deve ser produzida para ser publicada em jornais ou revistas. Esta nem sei se será publicada. Melhor: não sei se a concluirei. Há dias tento escrever uma e o assunto não me aflora. Perdi a sensibilidade? Claro que não! Na verdade, parece que perdi a capacidade de me expressar e sei que não guardo a criatividade de um Drummond, um Sabino, um Rubem Braga, um Paulo Mendes Campos.


Mas tenho de escrever. Tal ofício é o meu alimento, como o são o arroz, o feijão, a carne, os livros. Os meus livros, eternos companheiros, inseparáveis amigos nas noites insones, de estudo e meditação. Em meu pequeno estúdio, de quatro por quatro, solitário, paro, levanto os olhos e os vislumbro. Alguns, já velhinhos, me falam muito: “pega-me, folheia-me, amassa-me, entende a minha alma, busca em mim o que não encontras no mundo. Ou será que o mundo está aqui, em meio a estas folhas rotas, amareladas pelo tempo?”.
Poeta baiano Castro Alves
Avisto Castro Alves. Ele me convida ao convívio amadurecido com os livros: “o livro caindo n’alma/ É germe – que faz a palma,/ é chuva – que faz o mar”. Que beleza de sentido! Que conclamação mais convincente! E por que só o Poeta dos Escravos se há, nas estantes, Da Costa e Silva, Martins Napoleão, Francisco Miguel de Moura, Elmar Carvalho, Vitor de Andrade Aguiar, H. Dobal, Teodoro de Carvalho e Silva Castelo Branco, Hermínio Castelo Branco e tantos outros ilustres piauienses?

Poeta piauiense Da Costa e Silva
A eles faço reverência com renovada alegria. E por que falar só nos poetas se, na realidade, me interessa agora escrever uma crônica? É que a poesia, aliada à música, compõe os melhores momentos de nossas vidas. Não é necessário escrever um poema para sentir o pulsar permanente da existência. A poesia está no sorriso de uma criança, no beijo da mãe, no afago do pai, no adeus dos enamorados, no abraço da tarde, como esta tarde em que um louco me interpela: “papai, me dá um cigarro. Você parece um major”.

Ora, major, se nem sentei praça! E ele se deleita com o pequeno cartucho branco, morrendo aos poucos, sem notar que muitos perambulam pelas ruas, loucos de pedra, doidos de amor, inebriados de sonhos. 

Ali do seu lado, como a “espiar uma culpa tremenda”, pobre mãe acalenta o bebê. Vem de onde e para onde vai mãe tão cuidadosa, tão triste, tão bela, tão forte no seu caminhar? O jovem louco, após desfiar algumas palavras e soltá-las ao vento, vê, com carinho, a criancinha que chora, mimada pela mãe; joga fora o cigarro e toma o bebê. A pobre mãe, num gesto aliviado, pega o naco de cigarro, leva-o à boca, com calma, e conduz aos pulmões a droga civilizada.
Salão do Livro do Piauí (Foto: UFPI)
No mesmo instante, dezenas de pessoas transitam pela praça em visita ao Salão do Livro. Percorrem as várias barracas. Como o louco equilibrista de sonhos e a mãe, na quietude própria das mães, portam seus malabares no palco da vida. Jovens e idosos, crianças e mulheres debruçam-se sobre livros, conversam, debatem sobre as novas tendências da literatura e constroem um novo mundo. Ao meu pensamento, grita o poeta na praça do povo: livros, mais livros e “manda o povo pensar”.

Bem, está na hora de colocar um ponto final na crônica que tentei fazer e que fala de um louco, da mãe, da criança, dos livros.




Regenerar a nação


“A literatura e a política, estas duas faces bem distintas da sociedade civilizada, cingiram como uma dupla púrpura de glória e de martírio os vultos luminosos da nossa história de ontem”. Essas palavras de Machado de Assis abrem o artigo “O passado, o presente e o futuro da literatura”, publicado nos dias 9 e 23 de abril de 1858, em A Marmota (RJ).

Transpusemos tais impressões para mirar o que está às vistas de todos, descortinar o presente caótico da dita sociedade civilizada, em que rebeliões em presídios, invasão de órgãos públicos, tomada de cidades por bandidos armados, corrupção nas várias esferas dos poderes constituídos, destruição da natureza, prostituição de menores, trabalho escravo etc são divulgadas pela mídia.

Em todos os recantos contam-se em poucos os que acreditam nos políticos. Abandonados, os cidadãos não vislumbram boa-vontade nas ações políticas.

Amordaçada pela miséria, pela insensatez, pela falsa liberdade, pela incompetência, pela inexistência de compromisso social; amordaçada pela falta de solidariedade, de ética; pela omissão, pela incúria, pelo egoísmo, pelo analfabetismo político, pela corrupção, pelo descaso para com a Pátria, a população pede socorro.

Mas a nação há de resgatar os valores perdidos na insensatez dos tempos modernos. A nação precisa se regenerar, construir, como dizia Machado, “a união do desinteresse, do patriotismo e das virtudes humanitárias”.

A nação precisa se reconstruir, ou melhor, constituir-se num organismo vivo, pulsante, palpitante, coeso, forte, sereno, com densidade tanta que sua presença na geopolítica mundial se imponha como força transformadora das várias sociedades igualmente injustas, sem dependência dos financistas internacionais que amealham fortunas e aniquilam os mais pobres.

Editorial do Jornal da Teresina 2ª Edição de 20.08.14



terça-feira, 19 de agosto de 2014

ONU: número de pessoas que precisam de ajuda é o mais alto da história

A ONU (Organização das Nações Unidas) comemora hoje o Dia Mundial da Ação Humanitária, com o objetivo de sensibilizar as pessoas para “as questões humanitárias e os esforços de cooperação internacional para apoiar os que se encontram em situação de extrema vulnerabilidade.”

A data lembra o maior ataque sofrido por uma sede da ONU, ocorrido há 11 anos em Bagdá. O ataque deixou 22 funcionários mortos, inclusive o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que trabalhava como representante do secretário-geral da ONU para o Iraque.

A Organização informou que o número de pessoas em todo o mundo que precisam de ajuda humanitária nunca foi tão alto na história. Por isso, a data homenageia as pessoas que perderam a vida em serviço humanitário. “Milhares de pessoas em todo o globo estão fazendo um trabalho incrível todos os dias. Mas, infelizmente, alguns deles pagam um preço muito alto. Neste Dia Mundial da Ação Humanitária, honramos essas pessoas que enfrentaram o perigo para ajudar os mais necessitados”, relata documento da ONU.

A Síria é um dos países que mais precisam de ajuda humanitária. Lá, quase metade da população – 10,8 milhões de pessoas – precisa de assistência.

“Em Brasília, a data será lembrada com o lançamento de um selo postal em homenagem a Sergio Vieira de Mello. Em Mogadíscio, na Somália, está sendo organizada uma caminhada/corrida de cinco quilômetros. Em Londres, na Inglaterra, será colocada uma coroa de flores na Abadia de Westminster. A Organização das Nações Unidas deve divulgar um balanço da situação humanitária no mundo.”, informa a Agência Brasil.

Aqui, no pobre Piauí, também é grande o número de pessoas que precisam de ajuda. Ajuda no sentido moral, espiritual, material. Ajuda para mudar de vida, galgar novos espaços no contexto social, nas finanças, na educação, na saúde, na segurança. Ajuda para evitar que sejam acometidas de doenças que atacam as regiões pobres do planeta, como a dengue, sempre presente aqui.

Ajuda para mudar de estilo de vida e se sentir partícipe do mundo, cidadão de sua cidade, integrante do corpo social que constrói o mundo e se reconstrói a cada dia.

Atenção. Hoje começou a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Que Deus ajude o povo a analisar bem as propostas dos candidatos para escolher os melhores no dia 5 de outubro a fim de que uma nova vida seja construída, uma vida verdadeira da qual não nos envergonhemos.

Editorial do Jornal da Teresina 2ª Edição de 19.08.214




segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A rebeldia contra o sistema é o estudo



O Brasil aprendeu com um menino de aproximadamente 12 anos de idade, nesta segunda-feira, por intermédio de reportagem inserida em uma emissora de televisão, que a melhor forma de manifestação de rebeldia contra o sistema é o estudo.

O garoto impressionou com a tirada filosófica que pode ter aprendido durante a experiência adquirida no trabalho desenvolvido por uma ONG que ajuda meninos e meninas da periferia de São Paulo a acessar o conhecimento, incentivando-os por intermédio de ações que envolvem esporte, estudo, leitura, arte etc.

Na Internet, frase de anônimo diz o seguinte: “Quando você nasce pobre, o maior ato de rebeldia contra o sistema é você ser estudioso”. O menino, cujo nome não anotei, aprendeu bem a lição ou mesmo descobriu por esforço próprio ser este o caminho para insurgir-se contra o sistema.

O sistema que nos impõe condutas, nos obriga a seguir regras ditadas pelos poderosos de plantão. O sistema que estabelece valores no sentido de organizar a sociedade geralmente de acordo com o interesse da maioria. O sistema que busca a integração de posturas, condutas, leis, costumes etc etc etc.

Voltemos ao menino. A filosofia por ele socializada na manhã desta segunda-feira fere frontalmente a ação daqueles que, enraivecidos e achando-se injustiçados, revoltam-se contra o sistema, pensando derrotá-lo com a violência perpetrada contra os cidadãos, os trabalhadores, as crianças, as donas de casas, os pais de famílias.

Perdem. O sistema é poderoso e atrai a todos. Correto é estudar, queimar as pestanas, varar as madrugadas com a cara nos livros para, aí sim, contribuir na mudança do mundo, vencendo o atual e injusto sistema introdutor de poder mal distribuído porque restrito a pequenos grupos sociais.

Para os pobres, fica filosofia juvenil de que a alternativa contra o sistema é o estudo. Com este, o estudo, mudamos não só as nossas condutas, mas as condições de trafegabilidade das vias públicas, a acessibilidade e mobilidade não só geográfica, mas socioeconômica das pessoas, a performance do aparelho da segurança pública, dos equipamentos sociais construídos com o dinheiro do povo, das escolas públicas e privadas, das nossas casas legislativas, enfim, dos poderes constituídos nos três níveis de Estado e nas várias esferas da administração da coisa pública.

Vale a pena refletir.


Editorial do Jornal da Teresina 2ª Edição de 04.08.14